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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Desenvolvimento Emocional e Social

  • Nessa fase a criança começa a conciliar o impulso de ser competente e auto-suficiente com a intensa necessidade de ser querida e protegida por seus pais.
  • Os pais devem ter uma atitude compreensiva e estimulante, pois isso gera a autoconfiança necessária para buscar novos horizontes.
  • Ocorre o afastamento da união simbiótica (a criança percebe que não irá perder a mãe) com a mãe.
  • Fase da constância do objeto = A criança é capaz de manter a representação mental da mãe, mesmo estando longe dela.
  • A idade de 3 anos é a fase adequada para o ingresso da criança na escola maternal. A mãe pode ser substituída sem prejuízos no processo "separação-individuação".

INDIVIDUAÇÃO

São as tentativas do bebê de formar uma identidade individual única para assumir suas próprias características individuais.
Ela acarreta o desenvolvimento de uma representação interior da mãe, uma noção de tempo, uma capacidade de testar a realidade e uma consicência de que os outros possuem uma existência separada em relação à criança.
Possui 4 subfases observáveis e sobrepostas:

  1. Diferenciação = volta a sua atenção para o mundo exterior.
  2. Treinamento = a criança começa a mover-se para longe da mãe (locomoção).
  3. Reaproximação = a criança consegue separar-se e alcançar sua individualidade definitiva (com 18 a 36 meses).
  4. Constância do Objeto = os objetos não deixam de existir porque foram retirados do seu campo de visão (vital para o desenvolvimento do ego e da constância objetal emocional).

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Desenvolvimento Cognitivo e Linguistico

  • Aos dois anos, a criança já fala em torno de 200 palavras, e no início do terceiro ano, ocasialmente, usa frase curtas. Aos três anos, a maioria das crianças fala razoavelmente bem, é capaz de contar uma história simples.
  • A criança está adquirindo maior iniciativa e luta para fazer cada vez mais coisas por si própria, mas continua dependente da mãe ou de alguém que a compreenda verbalmente.
  • O desenvolvimento da linguagem depende muito dos pais, particularmente da mãe. A criança possui uma dependência muito grande da mãe para o entendimento verbal, ocorrendo muitas vezes a criação de uma linguagem entendida só pelos dois.
  • O pensamento da criança, nesse período, é egocêntrico. Isso ocorre porque a criança considera que o seu próprio ponto de vista como o único possível. Ela é incapaz de compreender que certos fenômenos são reversíveis.
  • Aos dois anos, desenvolve um senso de identidade de gênero, mas a identidade sexual só será adquirida na adolescência. Adquire, também, um senso de individualidade e autonomia. Reconhece a si própria no espelho. Incorpora as palavras "eu" e "meu" e usa seu próprio nome para falar de si mesma. Ocorre uma preocupação com o seu corpo, pois passa a reconhecer como algo próprio.
  • É capaz de simbolismo (o brincar de faz de conta). Durante o segundo ano, manipula objetos para reproduzir atos observados nos adultos (imitação / papai e mamãe / casinha).
  • Por volta dos 18 meses, fica inibida na frente de outras crianças, mas aos 2 anos essa reação começa a desaparecer. Aos 3 anos, já consegue se engajar em brincadeiras e usa outras crianças como modelos.
  • A criança fica interessada em explorar violações de regras adultas e eventos que provocam desaprovação nos outros. É o começo de seu senso moral de certo ou errado.

Desenvolvimento Neuropsicomotor das crianças de 1 a 3 anos


  • Entre um e três anos é que a criança aprende a caaminhar sem ajuda. Se consolida entre os 18 e 30 meses. Esse amadurecimento tem como tarefa a de integrar a emoção de explorar o mundo sem a ajuda dos pais, com a sensação de proteção e segurança que deriva da presença deles.
  • É nessa fase que ocorre o treinamento do controle dos esfíncteres, e são necessárias 3 exigências:
    • Deve ser capaz de controlar seu esfíncter anal e uretral. O controle vesical vem antes do controle anal (15 e 30 meses).
    • A criança deve ser capaz de adiar a vontade logo que sente o impulso.
    • A criança precisa dar um aviso a um adulto sobre a vontade de ir ao banheiro.
        PS: AO CLICAR NO TÍTULO DESSA POSTAGEM, O MESMO IRÁ LEVAR A UMA APOSTILA PUBLICADA PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE SOBRE O DESENVOLVIMENTO NEUROPSICOMOTOR DE CRIANÇAS.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A CRIANÇA DE 1 A 3 ANOS

  • É ousada e se aventura constantemente. Tem o dom de viver o momento e de maravilhar-se com o cotidiano. É caprichosa, imprevisível e seu comportamento pode ser difícil de compreender e de lidar.
  • Segundo e terceiro ano são caracterizados pela aceleração do desenvolvimento motor e intelectual. Fase crítica para o estabelecimento da confiança básica no "eu" e do senso de iniciativa. Reconhece que os pais são pessoas separadas dela, mas ainda existe uma certa ansiedade.
  • O período de locomoção é o estágio da autonomia X vergonha e dúvida.
Durante o 2º e 3º ano de vida, a criança adquire autonomia, ela aprende a comer sozinha, a controlar o esfíncter anal e a fala.
A fase anal é uma fase marcada por uma dupla oposição, um duplo conflito: por um lado passividade - atividade (evacuar / agradar), por outro, submissão - dominação (reter / agradar).

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O MUNDO DA CRIANÇA

"A educação da criança pequena envolve simultaneamente dois processos complementares e indissociáveis: educar e cuidar. As crianças dessa faixa etária, como sabemos, têm necessidades de atenção, carinho, segurança, sem as quais elas dificilmente poderiam sobreviver. Simultaneamente, nesta etapa, as crianças tomam contato com o mundo que as cerca, através das experiências diretas com as pessoas e as coisas deste mundo e com as formas de expressão que nele ocorrem. Esta inserção das crianças no mundo não seria possível sem que atividades voltadas simultaneamente para cuidar e educar estivessem presentes".
(EDUCAÇÃO INFANTIL PRA QUE TE QUERO? - Carmem Craidy e Gládis E. Kaercher - Ed. Artmed - 2001)


A CRIANÇA DE 0 A 3 ANOS



GRAVIDEZ:

  • Ocorre a ruptura da relação única do casal, pois agora existe uma 3ª pessoa nessa relação - o bebê.

  • Ocorre uma relação muito íntima entre feto e a mãe. O bebê sente o que a mãe sente.

  • Durante a gravidez, o filho já possui uma vida imaginária, um destino marcado pelos pais.
OS PRIMEIROS MESES DE VIDA:

  • O recém nascido mostra uma nítida preferência pelo visual de rostos humanos.

  • Desde as primeiras horas é capaz de olhar e até mesmo voltar a cabeça em direção ao som.

  • A voz humana é capaz de provocar sorrisos, muito mais do que outros sons. Isso ocorre principalmente com o som da voz da mãe.

  • O bebê é capaz de distinguir o cheiro do seio de sua mãe com o de outra mulher.

  • Sente os 4 sabores primários (doce, salgado, ácido, amargo), mas a sua preferência é pelo doce. A audição já perceptível a partir do 5º mês de gestação. Em relação ao olfato, o mesmo já é idêntico ao de um adulto.

  • Nos primeiros dois meses, sua tolerância é limitada com relação aos estímulos sociais. Possui um estado de alerta silencioso por curtos períodos de tempo.

  • A motricidade mais conhecida é do tipo "reflexo"; - sucção (língua), pontos cardeais (orientação em direção ao estímulo).

  • Com dois meses, os ciclos de sono e atividade estabilizam-se os padrões motores mais maduros e a visão mais expandida.

  • Sono = A mãe influencia profundamente a regulação dos estados de vigilância do bebê (são 6 os estados de vigilância: sono calmo, sono REM, sonolência, alerta quieto, alerta ativo e choro). Os estados de vigilância não são somente realidades neurobiológicas, mas também verdadeiras "mensagens" para os pais.

  • O temperamento (diferenças comportamentais) do bebê que é inato e primitivo parece ser biologicamente determinado e é relativamente estável durante os anos pré-escolares, podendo influenciar o desenvolvimento da criança. As diferenças comportamentais são: irritabilidade, consolabilidade, capacidade do bebê de se auto acalmar, intensidade da atividade motora e de sucção nas mamadas. Essas características sãao diferenciadas em cada bebê.

  • Importância do contato de pele entre mãe e bebê desde os primeiros momentos, para que haja um bom desenvolvimento e ajuda na elaboração da perda.

  • O aleitamento no peito, constitui uma das modalidades essenciais da interação mãe-bebê. O bebê não é passivo nessa situação, pois ele intervém na sucção do mamilo, além de se acomodar com movimentos ativos contra o corpo da mãe.

  • ORGANIZADORES PSÍQUICOS = São os sinais que indicam que o bebê atingiu um certo grau de organização interna.

    • Sorriso Social - 2 ou 3 meses = há uma intencionalidade dirigida, ligada aos afetos.

    • Ansiedade ante estranhos - 7 e 8 meses = ligado à ausência da mãe. O bebê desenvolve a capacidade de organizar na memória os fatos e as pessoas do ambiente.

    • Aquisição da Negação - 11 e 13 meses = aumento da autonomia

  • Entre o 3º e o 4º mês ocorrem as mudanças fundamentais na mente e no corpo do bebê. Já conhece a mãe, a ama e a rechaça.

  • Aos 4 meses, inicia-se a atividade lúdica. Capaz de controlar seus movimentos, coordenar o movimento com os olhos e já pode tocar nos objetos com as mãos. Brinca com seu corpo e com os objetos, desaparece através do lençol (são as primeiras experiências de separação).

  • A primeira tentativa de expressão verbal é a produção de sons e a repetição dos mesmos, a escuta e a mudança da sua expressão.

  • Com 4 a 6 meses, o bebê é capaz de sentar. Já consegue se apoderar do que necessita. Reclama com urgência incontrolável a presença dos pais. Chora e fica com raiva quando não é aatendido.

  • O pior medo é o da separação. Sofre verdadeiras depressões.

  • Surge os dentes.